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O culto a S. Bento em Seixas remonta documentalmente pelo menos a 1455, data em que D. Afonso V concedeu a realização de uma feira franca por altura das festas e que duraria oito dias. O espaço ocupado pelas tendas era no Souto, largo fronteiro à Capela de S. Bento 'plantado com carvalhos e castanheiros e onde existiam alpendres alugados pelo Abade de Seixas aos feirantes ficando as importâncias recebidas na posse do Passal', segundo consta de um despacho de D. João VI em resposta a uma petição do pároco de Seixas José de Arantes Ferreira.
Em 1848 é instituída a Irmandade de S. Bento na qual se filiaram quase todos os marítimos de Seixas e suas famílias com a
obrigação de contribuírem em cada ano com um dia ou noite de pesca. Constava dos estatutos a assistência aos mais necessitados pela atribuição de subsídios e ajuda alimentar.
A devoção ao Santo não era exclusiva dos habitantes de Seixas mas antes alargada a muitos romeiros vindos de todo o País e da vizinha Galiza e que enchiam o seu altar na capela com cravos rogando-lhe que os livrassem dos 'cravos' e 'verrugas' que os atormentavam.
Na festa que decorre durante quatro dias (8, 9, 10 e 11 de Julho) constituem momentos altos as sessões pirotécnicas com o 'fogo do ar' e o 'fogo preso'. A Procissão com Guarda a cavalo a abrir e onde se incorporam anjos, andores,
figuras alegóricas, autoridades, pescadores e romeiros, percorre a freguesia passando pelo Cais junto ao Rio Minho onde se procede à 'benção dos barcos'.
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