Cerveira

Praça Forte

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Remontando ao reinado de D. Dinis, o castelo medieval de Cerveira apresentava uma planta ovalada em que a cortina de muralha era reforçada por sete cubelos e uma torre de menagem. O acesso fazia-se pela ‘Porta da Vila’ e existia ainda a ‘Porta da traição’ estabelecendo ligação com o rio Minho. Dentro do recinto, cujo perímetro rondava os 60m, vivia uma população muito reduzida dedicando-se à pesca fluvial e ao comércio com a Galiza. A agricultura era praticada em pequenas courelas e searas situadas extra-muros. Vinhas e pastagens complementavam os  rendimentos obtidos e que eram sobrecarregados com foros,  tributos e prestações.    

Entre os sécs. XIV e XV a muralha foi rodeada de uma barbacã e em 1660, durante a Guerra da Restauração, procedeu-se à sua adaptação às alterações introduzidas pelo desenvolvimento da pirobalística na  guerra de assédio. A cerca medieval foi mantida com os seus cubelos e torre diminuídos em altura e envolvida quase completamente por um sistema ‘à Vauban’ composto por  baluartes, uma ‘obra corna’ e revelim de protecção a uma das quatro portas’. Um fosso rodeava a fortaleza ficando a cerca medieval protegida a norte pelo obstáculo natural que constituía o rio Minho.  

No interior deste complexo de arquitectura militar estavam os aquartelamentos e o agregado populacional não só o que estava encerrado pela muralha medieval como o que tinha extravasado dele. A Câmara Municipal com o seu pelourinho e a Igreja da Misericórdia continuaram encerradas no reduto primitivo enquanto que sobre a porta da barbacã foi erguida a capela de Nª.S.ª da Ajuda. A Fonte da Via, a  Matriz e a ermida de S. Miguel encontraram-se abrangidas pelo novo perímetro.

 Hoje de todo o sistema defensivo medieval e seiscentista restam os cubelos e torre de menagem tal como foram nivelados em altura aquando da construção dos baluartes e ainda a porta da Vila encimada por pedra de armas reais (D. Dinis) e modilhões de um balcão, a ‘porta da traição’, a cisterna, um troço da barbacã, o baluarte de S. Miguel virado ao rio e lanços da muralha com ‘caminho da ronda’.     

 


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