Ponte da Barca

Engenho de pesca do Padre

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O edifício do 'engenho' encontra-se implantado na extremidade da pesqueira Mó. É composto por uma construção em pedra seca com grandes blocos de granito toscamente aparelhados e travados por pedra mais miúda. O lado situado a montante é ligeiramente encurvado para oferecer o mínimo de resistência ao caudal do rio em situações de cheia. Na parede deste lado abre-se uma entrada da água do rio que corre por um canal no interior do 'engenho' saindo depois por porta existente na parede a jusante.

Antigamente empregava-se o 'engenho' constituído por um varão redondo que atravessava o canal e assentava lateralmente sobre duas chumaceiras. Numa das extremidades estava fixa uma haste em ferro à qual se prendiam quatro cestas em rede metálica com uma das faces abertas. O conjunto das cestas ficava colocado sobre o canal e girava sob a acção da corrente entrando pela abertura situada a montante e cujo caudal era regulado por uma comporta em madeira. O movimento executado pelo 'engenho' descrevia um círculo no sentido jusante-montante.
Ao subir o rio o peixe era encaminhado para o remanso formado entre a cauda da pesqueira e a margem do rio. Ao sentir a água mais agitada a sair do engenho continuava a progressão ultrapassando a porta sendo então apanhado pela cesta e logo de seguida atirado para uma calha que o fazia cair num tanque cheio de água onde permanecia vivo até ser recolhido.

Desde 1987 que esta 'arte' da pesca deixou de se poder praticar. Hoje, os pescadores ainda utilizam o canal existente no interior do edifício do 'engenho' onde colocam uma 'nassa'

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