Valença
Mosteiro de Sanfins de Friestas
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A primeira referência documental
ao Mosteiro de Sanfins data de uma sentença de 813 encontrada no cartório
de Ganfei e na qual se afirma já estar fundado em 604. No 1-º
quartel do séc. XI foi classificado ‘entre os mais ricos e
populosos mosteiros do reino de D. Afonso V de Leão’ e em 1134
D, Afonso Henriques concedeu-lhe carta de couto confirmada em 1172.
Nos inícios do séc. XIII era mosteiro beneditino pertencente à
diocese de Tui e já estaria iniciada a construção da actual igreja. O templo é de planta
longitudinal com nave única e cabeceira em dois tramos sendo um
rectangular e e outro em semicírculo. Na fachada poente o portal axial
apresenta duas arquivoltas assentes em impostas sustentadas por dois
pares de colunas. Tímpano insculturado com motivo serpentiforme sobre
ornatos geométricos. Na arquivolta exterior a decoração esculpida
é em axadrezado e a dos capiteis ostenta temática antropomórfica e
vegetalista. O remate é por empena angular com cruz terminal no vértice. Nas fachadas laterais dois portais
abrem-se em arco de meio ponto envolvendo tímpano liso assentando em
consolas decoradas com cabeças de animais fantásticos em atitude
ameaçadora. O portal do lado norte possui duas arquivoltas estando
uma delas assente em impostas sobre colunas com capiteis de decoração
vegetalista e zoomórfica. Coroando estas fachadas e as do tramo
rectangular da cabeceira corre uma cornija enxaquetada sobre
cachorrada onde predomina cabeças humanas e de animais.
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