Viana do Castelo

Moinho de Espantar

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Os três moinhos da Levada de Surrego, ainda a funcionarem, apresentam uma estrutura arquitectónica muito simples mas de grande robustez: corpo rectangular e de baixa altura, quatro frentes, paredes em grandes blocos de  granito com tosco desbaste, entremeados de pedra miúda, cobertura de uma ou duas águas em telha de meia cana. Nos cunhais,  padieiras e ombreiras das portas empregaram-se  pedras rectangulares, algumas esquadriadas e levemente afeiçoadas pelo pico dos pedreiros.

Na zona lateral e inferior do edifício, a parede apresenta uma cavidade delimitada em cima por  grossa padieira lítica  servindo de travamento ao assentar lateralmente em grandes blocos de pedra. A esta abertura chama-se  o ‘inferno’ onde se aloja o rodízio.

O  acesso ao interior do moinho faz-se pela porta situada a nível do pavimento térreo.

O sistema de moagem é constituído por um casal de mós em pedra ligadas por um veio ao rodízio de penas em madeira  e que entra em movimento ao receber o jacto de água proveniente  do cubo. O cereal,  retido dentro de uma espécie de caixa ( a ’moega’) cai  na mó de cima em quantidade diminuta e que é regulada por um pequeno pau (o  ‘chamadouro’) ao transmitir a trepidação da mó à ‘moega’.


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